Eu: Kleiton Camargo :: nascido em 21.07.1985 :: canceriano :: BRASILeiro!!!!!

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Os conflitos humanos em suas mais complexas formas, como escreveu o nosso grande amigo autor de uma obra grandemente célebre, incluindo seu livro que empresta o nome para o nosso Blogger, W. Somerset Maughan, esse é o cara. De livros a gibis, de músicas a batuques, de sobrados a mocambos, enfím o Blogger mais recheado de particularidades da Web.

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O Mercador de Seda

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O Esquisito

Stranger In A Stranger Land

Escudo do Leste

mid. Nocturne, Opus 9

Sábado, Dezembro 27, 2003


Olá pessoal! O Natal 2003 já é passado e o futuro é agora! Correremos todo o 2004 para voltar dois mil e quatro anos antes, quando em um estábulo, mais certamente numa manjedoura, nasceu o Messias, envolto de carneiros, vacas, pastores, reis magos e seus progenitores, quando uma estrela com uma luz intensa brilhou acima de Belém e todos na terra naquele momento souberam que o salvador nascera, e nascera para salvar o mundo do pecado e da iniqüidade. Mas Jesus não conseguiu salvar o mundo da corrupção, nem o símbolo nato do Natal saiu ileso ao forte imperialismo estadunidense, sim, pois a "Papa Noel" não passa de uma criação estupefata da nata capitalista para atrair o poder pecuniário à uma festa de amor e paz, num mundo aonde as crianças veneram o bom velhinho só porque o mesmo os traz presentes de Natal, uma tradição esta que de certo modo humilha as pessoas porque a grande maioria não pode comprar algo para os seus filhos, vivemos em um país em que cerca de cinqüenta milhões de pessoas vivem na miséria, e no entanto o carinho e afeto que deveriam ser dados com veneração suprema é substituído pelo querer do presente material, presentes estes que o "Santa Claus" deixa embaixo de uma árvore que em nada tem a ver com a Natividade de Cristo, pois até onde eu sei, nunca vi pinheirinhos em Belém, posso estar enganado, mas nunca ví. Francamente, nada se tem para comemorar, basta ver o mundo a nossa volta e reparar que o bom velhinho deixou muita gente sem presente! Sempre devemos lembrar que os presentes mais importantes não se embalam em papéis de presente e em caixas de papelão, e sim são entregues com afeição e carinho, pois o amor e a solidariedade são regalos que não se compram, mas que se conquistam!!!
Até mais ...

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Domingo, Dezembro 21, 2003



"Natividade" , óleo sobre tela, by James B. Janknegt's


.::. OS TRÊS REIS MAGOS .::.


"No tempo em que Jesus nasceu, viviam no mundo três magos, que eram reis e tinham seus reinos dos lados da Arábia. Eles amavam a Deus e eram respeitados pelo povo. Esses magos eram: Melquior, o branco, Gaspar, o caboclo, e Baltazar, o negro.
Um dia eles estavam trabalhando e, como perceberam no céu certos sinais que só eles entendiam, desconfiaram que o Menino Deus ia nascer. Depois, então, como aparecesse no céu uma grande estrela de rabo comprido, eles se convenceram e saíram pelo mundo à procura do Menino Deus.
Os três saíram juntos e assim viajaram muitos dias, até que ouviram dizer que o menino daria uma coroa a quem chegasse primeiro. Então, quando chegaram numa encruzilhada, os dois reis brancos resolveram fazer uma traição ao rei mago preto. Apearam de seus cavalos fingindo muita canseira e disseram: "Baltazar, nós não agüentamos mais esta viagem, po isso achamos bom que você continue sozinho. Tome este braço da encruzilhada, que por ali o caminho é mais curto".
Era mentira: aquele era o caminho mais longo. Baltazar foi e chegou primeiro do que os outros. Quando os outros dois chegaram, já encontraram o rei preto muito feliz com Nosso Senhor no colo e a coroa presente na cabeça. Quase que morreram de raiva, mas não falaram nada.
Três dias depois, resolveram regressar e pelo caminho, como não podiam tomar a coroa de Baltazar, começaram a caçoar com ele. Tanto caçoaram, tanto zombaram, que Baltazar se desesperou e jogou a coroa no primeiro rio por onde passaram.
Deus que tudo viu, ficou magoado com os brancos e disse: - Eu corôo Baltazar por dentro, que dos três, ele que é preto, será sempre o mago mais forte."

(Estórias de Nosso Senhor Jesus Cristo colhidas no estado de São Paulo, por Oswaldo Elias Xidieh. Narrativas populares; estórias de Nosso Senhor Jesus Cristo e mais São Pedro andando pelo mundo)

Texto retirado do site Jangada Brasil - edição n' 16 - Dezembro de 1999

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Naturalmente by João Quintela


"ÁGUAS PASSADAS"

Da grande janela colonial que beira o riacho rotineiro
Sozinho está a despejar suas lembranças amargas
No leito do curso que as recebem cordialmente
Descendo as encostas avante cheias de amarguras, um velho.

Debatendo-se em rochas lá estão uns resquícios de vida
Morrendo afogados nas pequenas corredeiras seixosas
E suas brandas espumas empurram-nas para longe
Longe das vistas de um velho que desabafa às Ondinas.

E algumas árvores são testemunhas desse jorro lacrimoso
Olham com penar memórias desmanchado-se nas águas
Resíduos de um velho peregrino sem pátria, bens e família,
Que de um casarão abandonado olha a vida num ultimo instante.

Prevendo sua morte, limpa sua alma dos desprazeres da vida...
Despeja no rio as magoas sentida das pessoas que já se foram.
De seu amigo, grande companheiro que morreu repentinamente...
Sem o ver na hora em que seus olhos expiraram pela ultima vez.

Chora ao lembrar de sua mãe que pranteava ao vê-lo partindo,
Como queria ter ficado para sempre ao seu lado!
Se soubesse que seria tão trágico o seu fim jamais teria partido
E desejou ser sempre uma criança e não um homem largado!

Despejou no rio o medo das noites dormida no grande casarão,
O medo do abandono presente que o cercava por todos os lados
Cria ver pela casa certo movimento à noite, como um baile...
São memórias do casarão, um tempo que nunca foi o seu.

Queria morrer em plena luz do sol, mirando o vai e vem das águas,
Queria se jogar de vez ao encontro das Ondinas que o ouviam.
A ruína manifestara-se em sua casa, em sua vida e, em seu corpo...
E só restara morrer em suas memórias que ainda resistiam-na.

Morreu, num dia ensolarado olhando o rolar das águas infindas.
Após ter lançado muito de suas vagas lembranças em desalento
Como um cavaleiro, venceu a vida e descansou no esquecimento...
E do casarão sobrou a lembrança de um velho cigano sem pátria...

O rio... O rio continua seu trajeto perene de despejar suas carregadas águas no mar..."

(Kleiton Camargo R. do Nascimento)

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Sábado, Dezembro 20, 2003



"Estação Solitária" by Elias Monteiro


Às vezes a solidão pode nos parecer desesperadora, pode doer dos ossos à alma, podendo ela nos transformar em pessoas emparedadas, às vezes o eu-solitário pode pensar que é incompreendido, assim se tornando uma pessoa sozinha! Digo "às vezes" porque a solidão pode ser uma companheira fiel também, pode se tornar um amigo invisível, quando em nossa infância nunca tivemos um? A solidão pode ser bem vinda quando se é desejada, pois podemos nos lamentar sem ter vergonha de olhos inquisidores, a solidão é bem vinda quando se está cansado de ver pessoas, a solidão nos é mui amiga e ela nos visita diariamente, sua estadia possivelmente torna-se agradável, justamente por ela ser um ser invisível e abstrato, a solidão nos faz enxergar o quanto inútil é o ente que pensa ser inteligente, que deduz estar rodeados daqueles que se dizem seus amigos, que percebe que o mundo é uma vitrine e os seus olhos são espelhos da vida lá fora, enfim, a solidão é um espírito etéreo que nos rodeia!
Logo, existe uma frase dita por um conhecido meu que fala que tudo em excesso é veneno, digo que a solidão quando se torna excessiva ameaça a saúde de nossa alma, pois ninguém vive sozinho, sempre precisamos da ajuda das pessoas que nos cercam, precisamos dividir os nossos sentimentos antes que eles nos sufoquem, precisamos ver sorrisos, necessitamos de sentir que nós somos necessários à alguém, está em nossa mente o companheirismo, mesmo que o mundo pregue o contrário, que o mundo torne você um ser único, original, individual e etc, até concordo em termos, pois a vida presentemente é assim mesmo e não convém querer mudá-la, as pessoas jamais quererão abrir mão do que é seu, creio que em tudo há um subtexto, acredito que ninguém faz algo em troca de nada, não existe favores espontâneos, as pessoas sempre esperam que você reaja positivamente para elas, seja com favores, sentimentos, carinhos, até mesmo com dinheiro, fama e com prestígio, mais uma vez isso prova que dependemos profundamente do convívio social, do convívio comunitário, e às vezes a solidão ajuda a nos fazer refletir sobre essas coisas!
Mas quem não gosta de ficar sozinho esporadicamente, ouvir músicas gostosas numa tarde preguiçosa, ler um romance interessante no aconchego do quarto, abrir a janela para o mundo e deixar que a luz branda do sol entre na sua vida, fazer um bolo gostoso, assistir algumas coisas fúteis na televisão, desenhar, fazer alguma coisa que você goste, como pintar, recortar, fabricar coisas, desmontar aparelhos eletrônicos, enfim, quando se está sozinho, nestes assuntos, isto não significa que você está sozinho por conseqüência, e sim, porque você quer, porque você esta buscando se conhecer e entender um pouco mais sobre a vida! Por isso eu repito: A solidão só é bem vinda quando se é desejada, e não quando é fruto de uma conseqüência! Esta frase pode ser "podre", mas é como defino este momento mágico da solidão, pois todos a desejamos, nem que seja nos momentos mais atribulados, quando procuramos andar por aí, almejando não que existisse um destino, mas que evidentemente ele termine na soleira de nossa casa!

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Domingo, Dezembro 14, 2003


Em vez de cabelos, em sua cabeça cresciam folhagens estreladas, sabe-se que há muito tempo ele fora trazido por uma anciã às terras de Glastonbury, a Ilha dos Padres, mas como em suas veias corriam sangue mágico de Avalon não foi muito difícil atravessar as brumas que ainda separavam os dois mundos: um santo para os cristãos, Glastonbury, a ilha dos padres com seus sinos sempre a tocar; e o lugar que para os adoradores de cristo era profundamente profana, a terra de Avalon, que pelo contrario, era dedicada a Deusa-mãe Cerydwin. Agora o homem morava em Avalon, a terra que já lhe era predestinada, dizia que com o passar do tempo Avalon e Glastonbury iriam se tornar a mesma terra, os portões dos mundos iria se abrir para sempre e, qualquer um poderia chegar a Avalon, mas, graças a Deusa, este é um fato não consumado. E já que não conseguiam atravessar as brumas e visualizar a beleza mística das terras de Viviane, ignoravam tamanha beleza e mistérios de suas tenras e doces noites de Lua Cheia. Ele se chamava Heleno, filho bastardo do rei Uriens de Gales do Norte, e desde seu nascimento já lhe era tomado o destino de ser um clérigo, de um modo que pudesse esconder-lhe a identidade e prover-lhe de um modo de vida respeitável, pois por ser bastardo herdou de não gozar dos privilégios do reino de Uriens, pensando o rei que seu filho se estabelecia na clausura de alguma distante abadia, não sabia ele que fora tomado e engolido pelas brumas que levaram para a terra mágica, para Avalon fora levado pela anciã que incumbida de deixar-lhe num lugarejo distante se perdeu nos bosques encantados de carvalhos, de alguma forma adentrou a Ilha das Maças e resolveu deixar o menino ali mesmo, onde foi consagrado a Deusa e reconhecido pelo seu sangue druida. Ele cresceu sendo um conhecedor das artes pagãs entre as seguidoras da mãe, ele era o único homem que se encarregava de aprender as magias da antiga religião, em vez de padre em uma estafante abadia, cresceu feliz pelos campos verdejantes da terra mágica. Não mais Uriens soube do paradeiro de seu filho.
Por um acaso do destino quando criança lhe veio a nascer folhagens em sua cabeça, tomado-lhe de galhos o seu crânio, veio a saber que era uma dádiva da Mãe e uma conseqüência por viver entre as terras de Avalon, não que todos sofriam a mesma conseqüência, mas por ele ser homem e viver entre as seguidoras.
Quando cresceu em sua tenra adolescência, já se enxergava em sua figura um sábio sacerdote, em algum futuro próximo proveria de poderes de uma mago, como o seu irmão de sangue, o mago Taliesin, o Merlim, em sua pele um tom esverdeado se afigurava, um tom que salientava seu futuro mágico, talvez ele não soubesse que no futuro, em decorrência de sua fraqueza causada pela velhice, pois em terras de Viviane vivia-se muito, iria de uma forma natural se transformar numa imponente árvore, e em sua morte, as sacerdotisas de Avalon iriam cravar suas raízes exatamente no alto de uma campina, aonde fariam seus rituais sagrados em devoção a Cerydwin, quando em noites de luar, recorreriam a magia emanante do sacerdote Heleno, sua seiva iria alimentar o cio da terra, sua folhas iriam preparar chás para todos os tipos de moléstias e sua vida iria se eternizar na figura de uma frondosa árvore, única em espécie e qualidades.
Assim se sucedeu ao passar dos anos, grande mago, grande sacerdote, conhecedor das antigas magias e poderoso em seu meio, assim o pequeno Heleno, filho bastardo do rei Uriens de Gales do Norte, se transformou no mais sábio dos homens, no entanto nem os homens tinham o privilégio de se dedicar com tanta concentração nas artes da paz, no cuidado da natureza, pois Heleno descobriu que ele mesmo era a própria vida, que ele mesmo era a natureza e em decorrência de sua educação voltada para a magia natural que emana da terra, uma árvore floresceu no seu antigo corpo humano.
Quando os portões dos mundos foram abertos para sempre, Avalon não passava de um santuário ao céu aberto, não mais Viviane vivia, nenhuma sacerdotisa acarretava de cuidar dos estudos mágicos, nenhuma delas vivia, Avalon tinha se transformado em uma grande floresta de árvores de extrema beleza, um bosque encantado de mulheres sacerdotisas, havia se transformado em um lugar realmente mais belo, natural e poético. Nesta altura, os homens cristãos de Glastonbury, já não mais existiam também, a sua abadia estava perdida entre o bosque que floresceu frondoso entre o centro do conhecimento cristão, os homens sacerdotes de cristo em árvores se transformaram. As duas terras, agora em uma só, já não eram mais separadas pelas brumas, pelo contrário, agora se uniam pelo poder incontestável da natureza em um só bosque encantado de homens e mulheres!
Até mais ...

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Sábado, Dezembro 13, 2003


Scarborough Fair - Simon & Garfunkel

Are you going to Scarborough Fair?
Parsley, sage, rosemary and thyme
Remember me to one who lives there
For once she was a true love of mine

Have her make me a cambric shirt
Parsley, sage, rosemary and thyme
Without no seam nor fine needle work
And then she'll be a true love of mine

Tell her to weave it in a sycamore wood lane
Parsley, sage, rosemary and thyme
And gather it all with a basket of flowers
And then she'll be a true love of mine

Have her wash it in yonder dry well
Parsley, sage, rosemary and thyme
where water ne'er sprung nor drop of rain fell
And then she'll be a true love of mine

Have her find me an acre of land
Parsley, sage, rosemary and thyme
Between the sea foam and over the sand
And then she'll be a true love of mine

Plow the land with the horn of a lamb
Parsley, sage, rosemary and thyme
Then sow some seeds from north of the dam
And then she'll be a true love of mine

Tell her to reap it with a sickle of leather
Parsley, sage, rosemary and thyme
And gather it all in a bunch of heather
And then she'll be a true love of mine

If she tells me she can't, I'll reply
Parsley, sage, rosemary and thyme
Let me know that at least she will try
And then she'll be a true love of mine

Love imposes impossible tasks
Parsley, sage, rosemary and thyme
Though not more than any heart asks
And I must know she's a true love of mine

Dear, when thou has finished thy task
Parsley, sage, rosemary and thyme
Come to me, my hand for to ask
For thou then art a true love of mine


Scarborough Fair é uma canção folk medieval inglesa. Seu nome se refere à uma feira tradicional que ocorre em meados de agosto na pacata cidade de Scarborough, localizada em North Yorkshire no noroeste da Inglaterra. A cidade foi fundada há mais de mil anos, por Skartha, um viking que se estabeleceu na região e batizada com o nome de Skarthaborg.
De autor desconhecido, a canção surgiu numa época em que o porto de Scarborough era uma importante via de comércio inglesa. Ela era cantada pelos bardos que iam de cidade em cidade, mudando a letra e o arranjo. Por isso, hoje existem dezenas de versões de letras. A versão mais fiel ao original compreende mais versos do que os que são cantados normalmente. Paul Simon aprendeu a canção com Martin Carthy, um famoso cantor folk inglês. Apesar de usar um arranjo parecido, Paul Simon nunca mencionou Carthy nos créditos em seus álbuns.
Como os trovadores medievais, a letra fala do amor de um homem que foi abandonado por uma mulher. O típico amor medieval. O cantor fala de tarefas impossíveis para tentar explicá-la que o amor, às vezes, requer que se façam coisas que aparentemente são impossíveis para ser verdadeiro.
Para os curiosos, parsley, sage, rosemary e thyme são ervas que tinham grande significado no mundo medieval. Na música, elas simbolizam as virtudes que o bardo espera do seu amor verdadeiro e de si mesmo, para que tornem possível a volta dela para seus braços.
A saber:
Parsley é uma erva muito usada contra má-digestão. Para os medievais, ela levava embora a amargura e trazia a paz de espírito.
Sage simboliza a força por mil anos.
Rosemary representa a fidelidade e o amor. Os amantes gregos davam ramos de rosemary para suas amadas. Até hoje, em diversos cantos da Europa, as noivas costumam usar ramos de rosemary em seu cabelo. Ela também está ligada a sensibilidade e a prudência e está diretamente associada ao amor feminino, porque é muito forte e resistente, embora cresça lentamente.
Thyme simboliza a coragem. Na época em que a música foi escrita, os cavaleiros medievais usava imagens de thyme nos seus escudos, bordados por suas esposas como símbolo de sua coragem.
A citação das mesmas na canção é bem clara. O amante decepcionado deseja que seu verdadeiro amor acabe suavemente com a amargura que existe entre os amantes, tenha força ser firme no momento em que eles estão separados, fiel durante o período de solidão e, paradoxialmente, coragem para ela cumprir as tarefas impossíveis e voltar para ele quando puder.

Este texto não é de minha autoria, mas o selecionei de um site muito interessante, chamado TELESCÓPICA, sendo esta música muito apreciada por mim, assim como todas as músicas cantadas pelo Simon & Garfunkel, mas no entanto, não conhecia muito bem o seu contexto e, eis que aqui fica registrado a interessante história desta cantiga medieval!

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Domingo, Dezembro 07, 2003



... o Amor ..

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Quanta bagunça! Ontem antes de ir dormir eu estava reparando na minha bagunça espalhada pela casa, uma baderna infindável, parecia que um furacão havia passado. Exagerado? Talvez, mas precisava organizar aquela lastimável situação. Espalhados pela mesa, guarda-roupa, rack, estante, cama, minha bolsa da escola ... estão alguns objetos, papéis e livros que reinavam nestes estranhos lugares em desordem. Por cima da mesa se encontravam livros, CD's, papéis e mais papéis; no rack se entremeavam sacolas com mais papéis, livros, livros ... livros, quantos livros meu Deus! Sendo que a maioria não eram meus, mas emprestados; no guarda-roupa, em cima e dentro, estava uma calamidade só, mais livros, mais papéis, mais bagunça; na estante, os papéis se juntavam aos montes, papéis da escola, propagandas, revistas, livros, alguns objetos meus e etc; minha bolsa, nicho que abrigava muitas coisas que até havia esquecido, como embalagens de balas e bombons que guardo com carinho (pois é), minha bolsa, ainda estava repleta de papéis escritos pelos meus amigos da escola, alguns livros atrasados da biblioteca, muito atrasados e, que só pretendo devolver no final desta semana e alguns trabalhos e provas, sendo que eu não entendo o que me faz guardar uma prova de física em que tirei "E", mas já providenciei em joga-la no lixo, que inclusive encheu uma sacola preta, daquelas especializadas em meramente lixo. Enchi uma sacola repleta de papéis inúteis da minha vida, provas decorativas de biologia, trabalhos inúteis de geografia, provas enfadonhas de matemática e física, meros papéis de propagandas inutilizáveis, enfim, coisas desnecessárias que em nada me acrescentariam.
Libertando-me do jugo das coisinhas inúteis da minha vida eu recomeço-a como sempre deveríamos iniciar uma nova rotina, organizando as memórias e recordações das pessoas que fizeram parte da nossa vida, sim, pois a organização é um bem necessário a boa saúde de nossa vida, guardado em bolsas e pastas estão os papéis do meu passado próximo, bem conservados e ao alcance das minhas mãos, assim preservados durarão à eternidade.
Hoje de manhã me fiz de organizado e iniciei este processo um tanto cansativo, minha vida passando por uma triagem ficou organizada, minha casa se tornou mais organizada, minha mãe não mais me reclamava pela bagunça deixada por mim, minhas lembranças ficaram guardadas em bolsas e pastas, e minha vida ficou mais leve ... leve como o branco de uma nuvem no céu da minha vida, leve como o cantar suave dos passarinhos à tardinha, gostosa como uma tarde com um sol morno, bela como um dia cheio de nuvens para serem observadas, fantasiosas como um castelo em nuvens, meus sonhos alcançaram o ápice do vôo de um condor, e meus dias, não mais cansativos, se revezam com a doce saudade dos dias passados diante das minhas memórias que guardadas se tornam eternas, como tesouros no céu, aonde nem a traça e a ferrugem podem destruí-lo e nem ladrões podem rouba-los!
Até mais ...

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Olá pessoal! Espero que estejam bem. Estou com um livro nas mãos, não um livro qualquer, mas uma coletânea de contos celtas, uma preciosidade que a Landy lançou, abençoada editora que nos salvou, nós, pelo menos eu, que gostamos tanto de contos populares e ainda mais da cultura celta que é tão bela, procurem conhecer esta cultura. O livro se chama "Contos de Fadas Celtas" e é uma das mais belas seleções de contos populares, organizada pelo folclorista britânico Joseph Jacobs, o volume nos trás uma reunião de contos extraídos da tradição oral celta. A seleção cuidou de apresentar a diversidade, riqueza e colorido imaginativo dessa tradição trazendo os variados tipos de narrativas ocorrentes dentre a imensa gama de contos populares celtas.
Irei trancrever um conto muito belo, o primeiro da coletânea, ele se chama "Connla e a Donzela Encantada". Era uma vez ...

... Connla do cabelo de fogo era filho de Conn das Cem lutas. Um dia, quando se encontrava ao lado do pai no alto do Usna, viu uma jovem donzela com um estranho traje vindo em sua direção.
"De onde você vem, ó donzela?" disse Connla.
"Eu venho das Planícies dos Sempre Vivos”, disse ela, “ali onde não há morte nem pecado. Lá sempre é feriado, e não precisamos da ajuda de ninguém para sermos felizes. E em todo nosso prazer não temos brigas. E como temos nossas casas nas redondas colinas verdes, os homens nos chamam de Povo da Colina.”
“Com quem você está falando, meu filho?”, disse Conn, o rei.
Então a donzela respondeu, “Connla está falando com uma bela e jovem donzela, que não tem a morte nem a idade avançada à sua espera. Eu amo Connla, e agora eu o chamo para ir à Planície do Prazer, Moy Mell, onde Boadag é rei há muito tempo, e onde não têm havido queixas nem tristezas desde que ele assumiu o reinado. Oh, venha comigo, Connla do Cabelo de Fogo, ruivo como o poente, e com a pele bronzeada. Uma coroa encantada o espera para adornar sua bela face e seu corpo real. Venha, e que sua beleza nunca se desvaneça, nem sua juventude, até o último dia terrível do Juízo Final.”
O rei, com medo do que ouvira e do que a donzela dissera, apesar de não poder vê-la, chamou em voz alta o seu Druida, de nome Coran.
“Oh, Coran dos muitos encantamentos”, disse ele, “e da astuta magia, estou pedindo a sua ajuda. A tarefa é grande demais para minha capacidade e minha astúcia, maior do que qualquer uma imposta a mim desde que assumi o reinado. Uma donzela invisível veio ao nosso encontro, e através do seu poder quis levar de mim meu filho muito querido e amado. Se você não me ajudar, ele será levado pelas artimanhas e feitiços femininos.”
Então Coran deu um passo à frente e pronunciou algumas palavras encantadas na direção do local em que a voz da donzela fora ouvida. Ninguém mais ouviu a voz da jovem, e Connla também nunca mais a viu. Mas ao desaparecer, mediante o poderoso encantamento do Druida, ela atirou uma maçã para Connla. Por um mês inteiro, a partir daquele dia, Connla não quis mais comer nem beber nada, a não ser aquela maçã. Mas sempre que ele a mordia, o pedaço que ficava faltando crescia novamente mantendo-a sempre inteira. E o tempo todo crescia dentro dele um poderoso anseio e um desejo pela donzela que havia visto.
Mas quando chegou o último mês de espera, Connla ficou ao lado do rei, seu pai, na Planície de Arcomin, e novamente ele viu a donzela vir a seu encontro e falar.
“’É um lugar glorioso, este que Connla possui entre os mortais de vida breve, que aguardam o dia da morte. Mas agora p povo da vida, os que vivem sempre, pedem-lhe e rogam-lhe que venha a Molly Mell, a Planície do Prazer, pois aprenderam a conhece-lo, vendo-o em sua casa entre seus entes queridos.”
Quando Conn o rei ouviu a voz da donzela, chamou seus homens em voz alta e disse:
“Venha logo, meu Druida Coran, pois vejo que hoje ela êta de novo com o poder da fala.”
Então a donzela disse: “Ó poderoso Conn, guerreiro das Cem Lutas, o poder do Druida não é muito bem-vindo; tem pouca honra nesse país poderoso, com uma população tão honrada. Quando a Lei chegar, acabará com os encantamentos mágicos dos Druidas, que vem dos lábios do falso demônio negro.”
Então Conn o rei observou que, desde que a donzela chegara, Connla seu filho não falara com ninguém. Por isso, Conn das Cem Lutas disse a ele, “É sua opinião também o que a mulher está dizendo, meu filho?”
״É difícil para mim”, disse Connla; “amo meu povo sobre todas as coisas; mesmo assim, um grande anseio pela donzela me domina.”
Quando a donzela ouviu isso, respondeu dizendo: “O oceano não é forte quanto as ondas de seu anseio. Venha comigo em minha “curragh” , brilhante, deslizante canoa de cristal. Logo alcançaremos o reino de Boadag. Vejo o brilhante sol se pondo, e mesmo longe como está, podemos chegar lá antes que escureça. Lá estará, também, outro país que vale a jornada, um pis acolhedor para todos que o buscam. Sé esposas e donzelas o habitam. Se você quiser, podemos procura-lo e viver lá sozinhos, juntos e felizes.”
Quando a donzela parou de falar, Connla do Cabelo de Fogo fugiu deles e saltou para dentro da “curragh”, a canoa de cristal brilhante e deslizante. E então todos eles, rei e corte, viram-na deslizar sobre o mar brilhante em direção ao sol poente, afastando-se cada vez mais, até os olhos não conseguirem mais vê-la. Connla e a Donzela Encantada abriram seu caminho no mar, nunca mais foram vistos, e ninguém nunca soube onde chegaram.

...Fim


Espero que tenham gostado deste belo conto celta, eu o acho muito interessante porque ele foge um pouco daquele tipo tradicional de contos populares. "Connla e a Donzela Encantada" é um conto raro na web, pois pela primeira vez ele é publicado e aqui no Servidão Humana.
Até mais ...

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Sexta-feira, Dezembro 05, 2003



Expressão

Um choro lamento
Um momento
Lamuriento
Um tempo
Um tanto
Lamento

Uma lágrima em cada lado
Choro que desce em dueto
Assimétricas, métricas
Lágrimas de desterro.

Uns olhos tristes
Que choram, o menino
Que molham, o menino
Desesperançado-o

Olhos, queixo, boca
Braços, fronte
Estômago, alma:
Conjunto da dor!

Dor interna, psicológica
Psico Logia de um menino
Que chora por lamento
Sua agonia imódica!

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Quinta-feira, Dezembro 04, 2003


Estou com a alma em prantos, uma angústia atravessa meu ser em busca de uma lágrima perdida que luta e reluta em pender pelos meus olhos tristonhos, meu coração quer pular da caixa torácica que o envolve, como se quisesse por um fim na ferida que lateja em meu peito, minha mente busca resíduos, momentos passados em companhia das almas infantes que me fazem sorrir, os amigos que sempre ficarão guardados, enclausurados na estante da memória, irresolutos, afáveis, doces e ternos, vivas e saudáveis trarei comigo as amizades conquistadas no decorrer dos anos vigentes em companhias de pessoas, verdadeiras pessoas, de uma beleza interior extrema, que transpassa a alma e revigora o intelecto.
Assim, amigos meus, eu me despeço de vocês com uma dor lancinante em meu espírito, pois os meus olhos já sem forças, desgastados pelo furor da doce dor do amor, uma dor que dói mas que consola os desamparados, já lança uma lágrima em seu triste destino, não tenho vergonha de enxuga-las, pois sei que são tão verdadeiras quanto a beleza dos poemas de Cruz e Souza, quanto a irreal imaginação do nosso querido amigo Machado de Assis, um ser pensante, antes de tudo um criador nato, lágrimas tão belas quanto o doce navegar de Vasco da Gama contornado a África, mais ainda, a Camões com os seus amores platônicos e seus versos decassílabos, e tão belos quão doce são os lábios de mel de Iracema. Há! Vidas minhas, nunca se esqueçam de mim, pois me sentiria assaz triste se soubesse que fui para vocês como um livro mofado e esquecido numa estante, sem nenhum valor, saibam que conservarei as amizades, mutuamente conquistadas, em relicários de ouro, sagrados serão, pelos tempos dos séculos que o mundo há de atravessar, os poucos momentos em que compartilhamos de nossa loucura humana e nos responsabilizamos pelo respeito que há entre nós.
Saibam que: "Quando amanhece o dia, penso o quanto é difícil ficar longe dos amigos que sempre me ouviram, que sempre souberam me apoiar e até mesmo me exortar quando precisei, amizade assim é tão difícil de se conquistar, e hoje preciso me acostumar com esta ausência, novas amizades poderão surgir, porém, como aquele velho ditado diz que 'os novos amigos são como a prata e os velhos como ouro', não pretendo permitir que a distancia venha diminuir, ou sequer abalar essa pedra preciosa que é a nossa amizade. Sinto saudades de os ver por perto e poder contar com vocês sempre, mas como tudo passa um dia, espero em breve poder estar por perto novamente, saibam que para mim, estas amizades não tem fim, sinto saudades!"
Um "adeus" com cara de "até logo"!


Quarta-feira, 3 de dezembro de 2003
Ass: Kleiton Camargo Rodrigues do Nascimento

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